domingo, 4 de novembro de 2007

ter e não ter

a liberdade chamar de sua
fontes e abismos no meio de uma estrada crua, desconhecida
um pouco de receio, um meio de se viver,
verdades e janelas escancaradas numa casa nua
todos seus amores incrustados em você
saber que você muda, que eles também
um pouco de mim, doado, um pouco de mim

a liberdade chamar de sua
fontes e abismos no meio de uma rua torta
o roto do seu passado bem na sua frente
sua fome, seu pedido de poesia, seu verso
a liberdade se transforma em prisão
quando cego de amor não vê o clarão
quando preenche no momento o vazio
e vê a irrealidade real uma fugaz companhia

a liberdade chamar de sua
e ser como você um verdadeiro camaleão
mudar palavras, partir sem avisar
não tomar o café que você me pagaria
nem ficar para o beijo da tarde
ter e não ter medo, ter e não ter amor.

O beijo da tarde
ardida, arde, salpica-me
de tarde, de tempo indo
esvaindo como uma luta
minha e sua
minha e minha.

O beijo da noite
na escuridão da noite
eu nem mais espero.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Meu mundo caiu


MAYSA

PODE FINGIR

que caia o céu, hoje não tô nem aí, hoje não sou, hoje não quero, talvez nem amanhã. Vá pra puta que pariu tudo que eu quis, tudo que foi, tudo que é. Mas amanhã eu voltarei.