segunda-feira, 5 de maio de 2008

VEIAS E ESTADOS


VEIAS E ESTADOS DIFEREM, OS OLHOS FEREM, CORTAM A CRUEZA DA DUREZA DA CERTEZA DA SUA PELE O PRURIDO DURO E OCO E VERDE DE VEIAS SANGUINAIS VEIAS CERTAS E CERTEIRAS QUE VÃO E VÃO E VÃO. ESTOU DIANTE DA SUA MINÚCIA CORTANTE, CORTA MEU CORAÇÃO SEUS LÁBIOS QUENTES ESTAMOS FELIZES E TRISTES E FELIZES EM DOMINGOS. VOCÊ E SUA VEIA, VEIA QUENTE, VICIOSO, VÁCUO, VEM CÁ, DIZ UMA COISA PRA MIM, VIDEOTAPE, DIZ UM VERSO VENTOSO, VENTANIA, ME DIZ MAIS UM VERSO EM QUE EU POSSA VER VOCÊ NOS OLHOS DA PALAVRA, CADA PALAVRA UMA SEQÜÊNCIA DO SEU DNA, SEU GENE. JANTA COMIGO. JUNTA COMIGO. LÁ SE VAI MAIS UM DIA ASSIM E A SAUDADE QUE NÃO TEM (...)

estamos IN RAINBOWS


Estamos IN RAINBOWS, toda contemporaneidade precisar estar IN RAINBOWS, porque é o contato direto com o inexplicável, o que essas faixas podem fazer com a gente, um TRANSE, IN RAINBOWS traz pra gente toda forma de contato consigo, é incrível como me sinto IN RAINBOWS e a gente não cansa, a gente se casa com a melodia, todas as letras, e batidas, o coração. É arte pura moderna, dá pra fazer um filme em cima de cada faixa, ontem andando sozinho, voltando do ponto de ônibus, ouvindo a faixa 2 no discman, e de repente tudo fez sentido, vi um videoclip na minha frente, meus olhos cortavam as imagens, e tudo fazia sentido, sensação incrível, um cachorro no ritmo, se esfregando no chão duro, depois luz baixa, sol indo embora, um casal de namorados, crianças pulavam no ritmo da música, da melodia, pode? Eu não sei explicar. Estou em contato íntimo e direto comigo mesmo depois de ouvir esse cd. Fazia tempo que algo não me sensibilizava tanto...

domingo, 4 de maio de 2008

Rosas brancas e calafrios

"No teu jardim dos sonhos onde cantam os lírios no asfalto
e choram as rosas de Cartola
as flores em branco
enfeitam de vida minha estante de divagações
meu instante de encantamento constante.

Flor que não é árvore
no teu roseiral já resolvido
pétalas em branco
sacralizadas na pureza das cores e dos cantos
rosa flor toda nua despedida de seus pudores
deixou a solidão do poeta
pra viver no cerno da compaixão e do carinho
doce ninho.

Flor que não é pássaro
decompõe-se à luz do sol, a interface de todos os amores
num degradê à mercê de desejos ocultos
revelados em cada passo em falso
compassos humanos em silêncio
e a vontade de voar.

Melodia, tom, sobretom, e sobretudo
quando desfaz-se o cantar do grilo
impoe-se no sereno do teu íntimo,
toda a graciosidade da rosa que se assume flor
sutilezas brancas primaveris
que faz ecoar desejos e calar de vez o frio"

Luís Lima.